06/11/2026
Seminário Internacional da FENASCON reúne relatos emocionantes sobre crianças que presenciam agressões contra suas mães e marca um novo passo na defesa dos direitos das mulheres.
A violência doméstica deixa marcas que vão muito além das vítimas. Crianças que crescem entre ameaças, agressões e medo também carregam consequências que podem atravessar gerações. Essa realidade marcou a abertura do Seminário Internacional da FENASCON, nesta quinta-feira (5), em Foz do Iguaçu (PR), que também foi palco da criação do Coletivo de Mulheres da entidade.
Um dos momentos mais impactantes foi a palestra “Olhos que Matam: da Violência Invisível ao Feminicídio”, ministrada pela advogada criminalista Micheli Toporowicz. Ao apresentar frases de crianças que presenciaram episódios de violência doméstica, a especialista sensibilizou o público e chamou a atenção para vítimas frequentemente esquecidas: os filhos que testemunham o sofrimento de suas mães.
Micheli também alertou para os sinais da violência psicológica, como controle excessivo, humilhações, ameaças e isolamento, comportamentos que podem anteceder agressões mais graves e situações de feminicídio.
Coletivo de Mulheres nasce com discursos emocionantes
A criação do Coletivo de Mulheres da FENASCON reforçou a importância de transformar a conscientização em mobilização e ampliar o protagonismo feminino no movimento sindical.
Durante a iniciativa, a diretora Franciely Vendrame emocionou os participantes ao falar sobre crianças que convivem com a violência contra suas mães. Seu discurso trouxe uma reflexão sobre o sofrimento silencioso da infância e a urgência de romper ciclos de agressão dentro das famílias.
Já Renata de Cássia, secretária-geral da FENASCON, destacou a importância de manter a pauta feminina entre as prioridades do movimento sindical, ampliando a participação das mulheres nos espaços de decisão e fortalecendo a luta por igualdade, respeito e proteção.
Violência contra a mulher também é uma questão sindical
Ao colocar o enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio em sua programação, a FENASCON amplia um debate que também alcança o mundo do trabalho. Afinal, mulheres submetidas a relacionamentos abusivos podem enfrentar consequências emocionais, financeiras e profissionais.
A criação do coletivo representa um passo para fortalecer a representação feminina e incentivar ações de conscientização e defesa dos direitos das trabalhadoras.
A mensagem deixada pelo encontro foi clara: combater a violência contra a mulher também é proteger crianças, romper o silêncio e impedir que o medo continue sendo uma herança entre gerações.
Denuncie: Ligue 180, para orientação e denúncias de violência contra a mulher. Em situações de emergência, ligue 190.


































































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