06/11/2026
Sob o lema “Quando lutamos, ganhamos”, representantes de Portugal, Bélgica, Estados Unidos e Brasil destacam a importância da união internacional, reconhecem experiências brasileiras e defendem novas estratégias para fortalecer os sindicatos diante das transformações do mundo do trabalho.
“Quando lutamos, ganhamos.” A frase apresentada pela sindicalista norte-americana Suzanna Collerd sintetizou a mensagem que marcou o painel “O Cenário Político e Sindical no Mundo”, realizado nesta sexta-feira (6), durante o Seminário Internacional da FENASCON, em Foz do Iguaçu (PR). O encontro reuniu lideranças de quatro países que reconheceram iniciativas do sindicalismo brasileiro como inspiração para suas organizações e defenderam a necessidade de o movimento sindical mundial evoluir para acompanhar as transformações da sociedade e das relações de trabalho.
A professora Joana Isabel Sousa Nunes Vicente, da Universidade de Coimbra, em Portugal; Annick de Ruyver, responsável pelas Relações Internacionais das Américas na CSC, da Bélgica; e Suzanna Collerd, diretora da Divisão de Aeroportos do SEIU, dos Estados Unidos, compartilharam experiências sobre os desafios enfrentados pelos sindicatos em seus países.
As representantes internacionais elogiaram iniciativas brasileiras e destacaram que experiências desenvolvidas no país também servem de referência para estratégias adotadas por organizações estrangeiras. O reconhecimento evidenciou a importância da cooperação internacional e da troca de conhecimentos para fortalecer a defesa dos trabalhadores.
O sindicalismo mundial diante de uma nova realidade
Apesar das diferenças entre os países, as lideranças convergiram sobre um desafio comum: os sindicatos precisam acompanhar as mudanças no comportamento da sociedade, o avanço da inteligência artificial, as novas relações de trabalho e a transformação dos meios de comunicação.
A reflexão destacou que inovar não significa abandonar conquistas históricas, mas modernizar estratégias, ampliar o diálogo com as novas gerações e fortalecer a participação dos trabalhadores.
Um dos momentos mais marcantes do painel ocorreu quando o SEIU apresentou trabalhadores brasileiros residentes nos Estados Unidos, que compartilharam dificuldades e desafios enfrentados no exterior. Os depoimentos revelaram uma realidade muitas vezes distante da imagem de prosperidade difundida nas redes sociais, mostrando que trabalhar em outro país também envolve obstáculos e a necessidade de proteção dos direitos trabalhistas.
União internacional para fortalecer os trabalhadores
O debate também contou com Moacyr Pereira, presidente do Setor de Limpeza e Segurança da UNI Américas e da CONASCON; Marcio Monzane, secretário regional da UNI Américas; e Dr. André Passos, presidente do Instituto Edésios Passos.
As contribuições reforçaram que, diante de uma economia cada vez mais globalizada, a cooperação entre organizações sindicais é essencial para compartilhar experiências, fortalecer negociações e enfrentar desafios que ultrapassam fronteiras.
Com mediação de Paulo Rossi, presidente da FENASCON, e Renata Souza, secretária-geral da Federação, o painel reafirmou a importância do diálogo internacional e demonstrou que o futuro do sindicalismo depende da capacidade de combinar experiência, inovação e mobilização coletiva.
Entre o reconhecimento às iniciativas brasileiras e a necessidade de evolução do movimento sindical em todos os continentes, o encontro deixou uma mensagem que ultrapassa idiomas e fronteiras: “Quando lutamos, ganhamos.”




















































UGT - União Geral dos Trabalhadores