25/10/2018
Ao JOTA, ministro do TST disse ter falado com candidato do PSL sobre críticas ‘inadmissíveis’ ao Judiciário
O ministro e ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra Martins Filho se reuniu nesta segunda-feira (22/10) com o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). Ao JOTA, Martins Filho afirmou que no encontro, na casa do presidenciável, no Rio de Janeiro, foram abordados temas como a Reforma Trabalhista e o poder Judiciário.
“O pessoal da campanha e de apoio [a Bolsonaro] às vezes faz críticas ao Judiciário que não são admissíveis”, afirmou o ministro. “E ele [Bolsonaro] não pensa desse jeito, tanto que desautorizou quem esteja fazendo esse tipo de crítica.” Martins Filho disse ter reforçado para o candidato a importância de se manter uma harmonia entre os três Poderes. “O que eu sinto é serviu um pouco para apagar incêndio.”
De acordo com o ministro, que esteve com Bolsonaro na manhã desta segunda-feira, a conversa não foi motivada pela polêmica gerada por declarações feitas pelo filho do candidato e deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro – que falou em fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso uma decisão impeça seu pai de assumir o cargo.
O encontro, segundo Martins Filho, foi promovido pela deputada federal eleita pelo PSL Carla Zambelli. “A deputada havia me pedido para que eu explicasse para ele [Bolsonaro] alguns aspectos sobre a Reforma Trabalhista, então esse foi o tom da conversa”, contou. “Eu apresentei para ele as nossas preocupações do Judiciário e ele respondeu da melhor forma possível”, disse o ministro, que classificou o encontro como “muito positivo”.
Martins Filho foi cotado para o Supremo na vaga aberta com a morte do ministro Teori Zavascki. E era visto como um candidato ligado a setores conservadores, como a Igreja Católica. Martins Filho, por exemplo, é crítico do ativismo judicial em questões como casamento gay e descriminalização do aborto.
Na semana passada, Bolsonaro assinou um compromisso com a Igreja Católica em defesa da família, contra o aborto e contra a descriminalização das drogas. Se eleito, Bolsonaro deverá indicar dois novos ministros do STF – para as vagas de Celso de Mello e Marco Aurélio Mello.
Fonte: Jota.info
UGT - União Geral dos Trabalhadores