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Brasil tem média móvel de 83.205 casos de Covid, maior já registrada pelo Conass


19/01/2022

São Paulo – Usuários do transporte público usam máscara na plataforma e trem da Linha 9 Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, em Pinheiros










A reportagem da CNN Brasil alerta que o País registrou 137.103 novos casos e 351 óbitos em 24 horas



O Brasil registrou 137.103 novos casos de Covid-19 nesta terça-feira (18), segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Com isso, chegou a uma média móvel de 83.205 infecções (considerando os últimos sete dias), a maior desde o começo da pandemia pelos registros do Conass. Média móvel é a média dos casos registrados nos últimos sete dias.

Até então, a maior média móvel notificada pelo Conass havia sido em 24 de junho de 2021, e foi de 77.328 casos.

O índice atual representa um crescimento de 12,9% em relação à média móvel do dia anterior e 90,6% em relação à da semana anterior.

O órgão registrou ainda 351 óbitos associados à Covid-19, o maior desde 17 de novembro, quando foram registrados 373.

Com isso, a média móvel (considerando os últimos sete dias) ficou em 183 — um crescimento de 19% em relação ao índice do dia anterior e 49,8% ao da semana anterior.

O Conass disse à CNN que [os dados] “ainda podem sofrer impactos do ataque hacker que ocorreu na plataforma do Ministério da Saúde”, mas que esses impactos tendem a ser menores e que os dados refletem a alta de casos no país.

À CNN, o infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), Álvaro Furtado, também destaca que a falta de repasse de dados pode ter tido impacto nos números das últimas semanas.

“É muito difícil fazer uma análise sem levar em consideração as fragilidades de notificação que a gente tem no Brasil, especialmente a quantidade de casos e testagem”, comenta.

No entanto, Furtado diz que a alta reflete o cenário visto em hospitais. “Quem atende paciente já nota esse incremento absurdamente rápido de casos”, disse.

Furtado explica que, agora, o país está estruturando melhor os dados e mostrando uma realidade que, provavelmente, já estava acontecendo há algumas semanas.

O infectologista diz ainda que “à medida que aumenta os casos, o denominador de óbitos também pode aumentar”. “Não são 100% dos casos que irão evoluir para uma forma leve da Ômicron. Ela pode ter um desfecho de maior gravidade.”


Alta de transmissão

A taxa de transmissão da Covid-19 no Brasil é a maior em um ano, e está em 1,6, segundo dados da plataforma de monitoramento Info Tracker, criada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade de São Paulo (USP).

Isso significa que uma pessoa contaminada pode disseminar o vírus para mais de uma pessoa. A plataforma alerta que isso pode gerar uma possível aceleração de novos contágios.

No dia 20 de dezembro, antes do Natal, o índice de transmissão estava em 0.9.

Na semana de 10 de janeiro até 17 de janeiro, o site registrou um aumento de 0,32 na taxa de transmissão, a maior alta semanal registrada pela plataforma desde o início do monitoramento, em janeiro de 2021.


Relembre o ataque cibernético

O site do Ministério da Saúde sofreu um ataque hacker

Todos os portais da pasta, como o “ConecteSUS” e o “Portal Covid” também foram afetados e ficaram sem possibilidade de acesso — incluindo alguns sistemas que as Secretarias Municipais de Saúde utilizam para repassar dados ao Conass.

O Lapsus$ Group, que assumiu a autoria do ataque, falou na época que 50 terabytes de informações foram retirados do sistema e estavam em posse do grupo. “Nos contate caso queiram o retorno dos dados”, dizia a mensagem.


Fonte: CNN Brasil




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