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UGT propõe cessar fogo imediato na Faixa de Gaza..
 

Pelo cessar-fogo, pelo fim da invasão em Gaza, pela paz e pela constituição de dois Estados para dois povos

 

 

“Afirmamos que as forças da paz são mais fortes do que as da guerra e,

por isso, os povos, governos e todos os amantes da paz, em particular o movimento

sindical mundial, não têm tarefa mais importante e inadiável do que

conservar a vida, caminhar na solução negociada dos conflitos localizados

e construir as bases sólidas para a paz universal entre os povos, condição

essa indispensável ao desenvolvimento de toda a Humanidade.

(...)

Defendemos o direito dos povos à autodeterminação, a viverem em democracia,

sob o governo de sua livre escolha, liberto de todas as formas de

opressão, exploração e discriminação. A UGT, ao rejeitar a guerra como via

de solução de conflitos e ao apor-se a toda forma de ocupação e intervenção

externa, entende que as relações entre as nações devem pautar-se pela

Carta de Princípios da ONU” .

                                                           Declaração de Princípios da UGT

 

Mais uma vez o Oriente Médio é palco de acontecimentos que atestam que a via militar não é o caminho para solucionar nenhum conflito regional ou internacional, como demonstra a questão palestino-israelense.

 

Os povos e forças amantes da paz exigem o fim dos sofrimentos de palestinos e israelenses na carnificina em que se transformou o relacionamento entre estes povos. Enquanto a população palestina é asfixiada econômica, política e militarmente, a população israelense é retaliada por atentados e ataques de grupos fundamentalistas islâmicos. Os extremismos fundamentalistas de ambos lados não corroboram para a paz.

 

A UGT clama pelo fim dos bombardeios com um cessar fogo imediato de ambos os lados, a regularização imediata da ajuda humanitária, a retirada das tropas israelenses que invadiram a faixa de Gaza, e conclama as forças do “campo da paz” palestinas, árabes e israelenses a retomar o diálogo e as negociações, com o auxílio de iniciativas internacionais as mais amplas possíveis, por uma paz justa e duradoura para os povos da região. Urge substituir a diplomacia da força pela força da diplomacia.

 

A UGT defende que a solução para este histórico conflito passa pela constituição de fato de "DOIS ESTADOS PARA DOIS POVOS", conforme a determinação da ONU, de 1947. Esta solução exige o reconhecimento do Estado de Israel na configuração anterior à Guerra dos Seis Dias de 1967 por todos os países, e a criação do Estado Palestino como previsto pela resolução da ONU e dentro do espírito dos Acordos de Genebra ou de iniciativa mais recente de paz proposta pela Arábia Saudita.

 

São Paulo, 15 de janeiro de 2009

                                                   União Geral dos Trabalhadores