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Para reequilibrar as finanças, empresas aderem à venda de ativos


31/08/2015

31/08/2015 

 

A Triunfo deu, na semana passada, o pontapé inicial no movimento de venda de ativos de companhias brasileiras com o objetivo de reduzir os endividamentos. A venda da participação de ativos em energia da companhia, por quase R$ 2 bilhões, para a China Three Gorges Brasil Energia (CTG) sinaliza que a fila de negócios na esteira da crise vai começar a ganhar força.

 

A lista de ativos que estão à venda, com o objetivo de reequilíbrio financeiro, não para de aumentar. Grandes empresas, que acumularam ativos, diversificaram e verticalizaram seus negócios ao longo de suas histórias, foram obrigadas a tomar a direção oposta e abrir mão de áreas de negócios que estão fora do negócio principal.

 

Entre as empresas que já buscam compradores para seus ativos estão Petrobrás, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Eletrobrás, Usiminas, Vale, BR Properties, B2W, Sabesp, Tractebel e Hypermarcas, sendo que a última é um clássico exemplo de voraz compradora no mercado que mudou sua rota. Além disso, ainda somam-se à lista as empresas envolvidas no Lava Jato, como as empreiteiras OAS e Queiroz Galvão.

 

Na ponta compradora os investidores estrangeiros, tanto os estratégicos quando os financeiros, são os que demonstram até aqui mais apetite nas aquisições, incentivados tanto por preços mais atrativos dos ativos e pela forte desvalorização do real em relação ao dólar.

 

Percebendo esse movimento, os bancos de investimento, por exemplo, já alteraram o modelo de negócio para buscar soluções para os clientes com estresse financeiro. O diretor-gerente do Bradesco BBI, Leandro Miranda, conta que por lá o foco tem sido a busca de soluções integradas e que a tônica dos negócios que estão desenrolando estão muito em torno em redução de custos de captação e para a desalavancagem de balanços. Com a venda de ativos não estratégicos a Triunfo, por exemplo, verá sua dívida líquida consolidada cair de R$ 4,6 bilhões para R$ 2,9 bilhões.

 

"Os preços estão bastante convidativos. Há muita negociação em curso", destaca Miranda. Ele pondera, por outro lado, que as negociações estão neste momento mais longas, já que os processos de auditoria, por exemplo, estão muito mais detalhados.

 

"Em fusões e aquisições, há muito diálogo acontecendo, algumas transações sendo anunciadas. Todo mundo está olhando para dentro para ver onde é possível otimizar a operação", destaca o chefe do banco de investimento do Bank of America Merrill Lynch (Bofa), Hans Lin. A atenção dos estrangeiros está grande, destaca, já que nesse momento há ativos de boa qualidade no mercado.

 

O sócio nos EUA da consultoria Grant Thornton, Jason Ramey, afirma que a sensação é de que hoje os brasileiros estão mais pessimistas do que os estrangeiros e que nesse momento há investidores mirando oportunidades no País. "O Brasil tem seus desafios, mas vemos interesse dos investidores", destaca.

 

Do lado das empresas, a corrida vem no sentido de buscar um fôlego em um cenário de menor geração de caixa. Além disso, o movimento de desalavancagem ocorre também para diminuir o fluxo de capital indo para o pagamento de despesas financeiras, que vem crescendo na esteira do aperto monetário em curso no Brasil. Esse é o caso da CSN, que colocou um extenso portfólio para ser vendido como uma das medidas adotadas para estancar a escalada do seu indicador de alavancagem, que atingiu 5,61 vezes ao final do segundo trimestre deste ano, sendo que era de 2,71 vezes no mesmo período do ano passado.

 

Outras medidas. O professor de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), Marcos Piellusch, destaca que, além da venda de ativos, as empresas podem se valer, para melhorar seus indicadores de alavancagem, da redução de investimentos e menores pagamento de dividendos. "Uma empresa mais endividada pode usar esse caixa gerado para manter parado e reduzir a exposição aos riscos provocados pelo endividamento."

 

Com urgência para tentar reduzir seu estresse financeiro, a Petrobrás é um dos casos mais notórios e já colocou praticamente todos os bancos de investimento na busca para compradores de seus ativos.

 

Fonte: Estadão

 


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