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Não há cidadania sem Educação, conclui UGT


15/10/2007

Essa foi a tônica do segundo debate sobre a Reforma Política promovido pela UGT e a Fecomercio com participação dos senadores Marco Maciel e Alvaro Dias

O segundo debate do Ciclo de Debates Brasil é Político", sobre a Reforma Política, realizado nesta segunda-feira (15), em São Paulo, pela UGT - União Geral dos Trabalhadores e pela Fecomercio - Federação do Comércio do Estado de São Paulo, concluiu que qualquer solução para os temas que integram a discussão da Reforma Política passa necessariamente pela ampliação da Educação oferecida à sociedade brasileira.

No encerramento do debate, que teve a participação dos senadores Marco Maciel (DEM) e Alvaro Dias (PSDB) e do professor da UnB, Walter Costa Porto, os relatores da matéria, cientistas políticos Rubens Figueiredo e Humberto Dantas, destacaram a dificuldade da população brasileira de compreensão em relação ao sistema político e de definição do modelo que consideram o mais adequado. "A questão da Reforma Política é muito ampla, e o que se constata é que, quanto menor a escolaridade, menor a adesão à democracia", afirmou Figueiredo, enquanto Dantas defendeu que "nenhum tema da Reforma Política prescinde a Reforma da Educação".

A necessidade de mudança de paradigma da Educação brasileira foi abordado logo na abertura do debate pelo presidente da UGT, Ricardo Patah, para quem "não há cidadania sem Educação". Lembrando que a UGT tem como seu principal objetivo a defesa dos excluídos, Patah reafirmou que "a maior forma de exclusão é não ter acesso à Educação", e defendeu a urgente melhoria da Educação oferecida à população "para que a sociedade brasileira possa definir que democracia nós queremos".

O presidente da UGT também se referiu ao custo do Congresso Nacional para a sociedade brasileira: "A classe política tem perdido a sua credibilidade porque cada vez mais a sociedade não considera legítima a maior parte dos seus representantes no Legislativo. Não é possível um senador custar 33 milhões de reais por mês para a sociedade", afirmou o dirigente sindical. "Acho que devemos pensar, inclusive, na redução do numero de senadores, voltando a dois por estado, como no passado."

O senador Alvaro Dias admitiu que o prestígio da classe política está "no fundo do poço", ao destacar a necessidade de resgatar a credibilidade, ao liderar o processo de dotar o Legislativo de uma estrutura mais adequada para responder aos anseios e restabelecer o entusiasmo da população com a política. Dias defendeu a redução e a mudança de proporcionalidade do Congresso, com redução de um terço do Senado e o equilíbrio da representação na Câmara dos Deputados, proporcional ao numero de habitantes.

O senador Marco Maciel destacou que "o Brasil vive uma crise de governabilidade" e que para resolvê-la "a reforma política é essencial". Maciel defendeu maior equilíbrio no poder de representação dos estados e a mudança do sistema eleitoral como forma de fortalecer os partidos. "No Brasil não se vota em torno de programas, mas em torno de pessoas", afirmou o senador, lembrando que isso tem que mudar pois, no seu entendimento, "a democracia se expressa através dos partidos".

O terceiro debate do Ciclo de Debates sobre a Reforma Política da UGT e da Fecomércio será realizado em novembro próximo, no dia 5, e terá como temas Regimento da Casa e Produção Legislativa."


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