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São Paulo: após negociação, banco anuncia rodízio, férias coletivas, licença remunerada e antecipação do 13º até 30 de abril


25/03/2020

Depois de várias negociações com o movimento sindical sobre medidas contra a pandemia de coronavírus para a proteção dos bancários e dos clientes, o banco Santander em São Paulo fará rodízios entre agências e bancários, anunciou férias coletivas de 15 dias para parte de seus funcionários, licença remunerada para grupos de risco (grávidas, pessoas com 60 anos ou mais, hipertensos, diabéticos e pessoas com doenças imunológicas, entre outros) que não poderão trabalhar de casa, antecipação de 100% do 13º salário para o dia 30 de abril e aumento de 10% no limite do cartão de crédito para todos os bancários. Além destas medidas, a negociação entre os sindicatos e o banco resultou no trabalho em home office e o afastamento de 1 metro entre funcionários que não podem ser afastados do local de trabalho.

Há ainda situações que exigem outras medidas já adotadas pelo banco, como o afastamento de 7 dias para os casos suspeitos e de 14 dias para os casos confirmados de coronavírus, higienização das agências que empregam funcionários positivos para o vírus e afastamento por 7 dias dos colegas que tiveram contato com esses funcionários e tratamento diferenciado para os grupos de risco, com trabalho em home office ou adesão às férias coletivas, dependendo da gravidade do quadro e da orientação do RH do banco. Em todas as situações o Santander disponibiliza uma central de emergências para atendimento telefônico, por meio do qual os funcionários podem notificar o banco sobre seu caso e também obter orientação médica.

A União Geral dos Trabalhadores de Pernambuco defende que TODAS as agências bancárias no Brasil sejam fechadas como parte da quarentena à qual a sociedade brasileira está se obrigando, porém entende que a política de combate à pandemia do Santander, resultado de negociação entre o banco e o sindicalismo, pode proporcionar proteção aos bancários e aos clientes do banco. Mas também entende que, se não é possível fechar as agências, então que tais medidas sejam ampliadas para todas as agências de todos os bancos no País.

"O que não dá para aceitar é a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarem medidas restritivas como o fechamento do comércio, quarentena para toda a sociedade brasileira, que por sinal tem feito muito bem a sua parte nesse sentido, enquanto os bancos resolvem simplesmente ignorar a pandemia e porem em risco os bancários e os clientes", pondera Gustavo Walfrido, Presidente da UGT-PE. "Se o Governo é tão forte para impor o fechamento do comércio em todo o Brasil, que seja forte também para impor o fechamento das agências bancárias e assim proteger o povo", enfatiza Gustavo.

Ontem, UGT-PE encaminhou ofício ao Ministério Público do Trabalho e ao Gabinete do Governador de Pernambuco solicitando o fechamento das agências bancárias em todo o Estado, como fizeram Santa Catarina, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e outros.




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