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UGT debate enfrentamento à pandemia com governo do Paraná


09/04/2020

Ricardo Patah, presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), participou, nesta quarta-feira (8), de uma videoconferência com o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e outros presidentes de entidades sindicais estaduais e nacionais. 

 

O encontro teve como objetivo primordial a defesa dos empregos diante dos reflexos econômicos gerados pela pandemia do novo coronavírus. 

 

Na ocasião, os sindicatos disponibilizaram seus imóveis ao governo para auxílio na gestão da saúde e apresentaram uma lista com 21 propostas compiladas a partir de demandas da UGT, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). 

 

As propostas foram apresentadas por Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e incluem participação nos grupos de trabalho dos estados; apoio à inclusão de informais no abono emergencial proposto pelo governo federal; adoção de medidas de reorganização de plantas industriais para fabricação de insumos para profissionais da saúde; acesso a crédito; formalização de planos de médio e longo prazo para retomada da plena atividade econômica; formatação de plano estadual de apoio a famílias vulneráveis; liberação de EPIs para trabalhadores essenciais; e subsídio total de refeição.

 

“Estamos buscando diálogo com governos de todos os estados, a fim de encontrar soluções para os problemas de saúde e econômicos gerados pela pandemia do coronavírus. É necessário união entre governos, movimento sindical, empresários e trabalhadores para vencer esse enfrentamento”, disse Ricardo Patah. 

 

“A duração do combate não será breve, com efeitos econômicos de longa duração, e esse processo de articulação ajuda no entendimento na relação entre trabalhadores e empregadores”, complementou Clemente Ganz.

 

O governador disse que a missão do Governo do Estado é ajudar a manter os empregos e que há canal aberto de diálogo tanto para aquelas atividades que mantiveram as rotinas como para as que precisaram ser interrompidas. “Temos um bom relacionamento com as centrais sindicais. Estamos abertos a construir soluções conjuntas. O momento que o mundo vive é de unir esforços para fazer com que o mínimo de pessoas seja atingido por esse flagelo econômico”, afirmou Ratinho Junior.

Ele também agradeceu a iniciativa dos sindicatos em ceder os seus espaços de uso comum e festivo para a logística do Governo do Estado, tanto nos cuidados a doentes, aos profissionais da saúde contratados para ajudar no enfrentamento ou das populações vulneráveis. “Esses espaços físicos podem atender os mais carentes ou os profissionais de saúde, caso seja necessário. Agradecemos essa disponibilidade”, acrescentou.

 

Ratinho Junior detalhou o plano econômico de R$ 1 bilhão anunciado há duas semanas para atender do microcrédito a liberações mais volumosas para as médias e grandes empresas. Ele destacou que a principal condição para a obtenção dos recursos é a manutenção dos empregos.

 

O governador também citou o projeto de lei que garante continuidade dos contratos com as terceirizadas que atendem o Poder Executivo; a orientação para que as indústrias não parem as suas atividades, diante de repaginação dos métodos de higienização; e a parceria com a indústria têxtil para a produção de EPIs, o que imprime velocidade de resposta ao Estado e mantém empregos em nível local.

 

O governador Ratinho Junior anunciou aos representantes que boa parte das iniciativas já foi coberta: as novas linhas de crédito foram liberadas, com auxílio, inclusive, a informais; os vouchers de produtos alimentícios para a população vulnerável serão entregues nas próximas semanas; e as discussões periódicas com estratégias para a retomada econômica já foram iniciadas.

 

O secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, ainda ressaltou que o Departamento de Justiça já recebeu 153 denúncias de funcionários de serviços considerados essenciais que não atendem os pré-requisitos mínimos básicos de segurança e proteção à saúde. “Queremos pedir ajuda aos sindicatos na fiscalização. O fato da empresa ser de atividade essencial não faz dela isenta das regras que determinamos para atenção aos trabalhadores”, disse o secretário.




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