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Tecnologia sustentável na hora de recolher o lixo


06/10/2020

Instalação dos contêineres semienterrados, os “papa lixos”, deve agilizar e otimizar servico do SLU

Uma nova tecnologia para a coleta de lixo do DF será lançada amanhã na Colônia Agrícola Sucupira, no Riacho Fundo I. A empresa LurbSolution, responsável pela ideia sustentável, tem a meta de instalar os contêineres semienterrados, conhecidos como “papa lixos”, em 382 pontos do DF. O objetivo é otimizar o serviço prestado pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Atualmente, 101 estão em funcionamento para o descarte consciente.

 

O local dos papa lixos são escolhidos estrategicamente para atender a regiões de difícil acesso, onde costuma ocorrer o descarte irregular. De acordo com o professor de Engenharia de Produção da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Celso dos Reis, colaborador da LurbSolution, ex-diretor do SLU e ex-subsecretário de Meio Ambiente, o modelo de armazenamento semienterrado de resíduos sólidos utilizado pela empresa foi desenvolvido na Finlândia há mais de 30 anos.

 

“Agora, além do sistema que já oferecemos, também desenvolvemos o projeto de um caminhão coletor multifuncional, totalmente inovador, e com menor custo porque é operado por apenas um condutor para a coleta dos resíduos sólidos. Numa época em que a discussão sobre todo o sistema do que fazer com o lixo abrange questões que vão desde o acondicionamento até o descarte correto e que não prejudique o ecossistema, nós oferecemos produtos e serviços que favorecem tanto a economia quanto o meio ambiente”, explica Paulo Celso.

 

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU), autarquia do Governo do Distrito Federal, utiliza alguns equipamentos da empresa em alguns bairros da capital, a exemplo do Altiplano Leste e da Colônia Agrícola Sucupira, no Riacho Fundo I. A companhia também presta serviços para empresas privadas do DF, entre bares, hotéis e restaurantes, além de terceirizadas que atendem ao GDF.

 

Paulo conta que o caminhão sustentável pode coletar resíduos em contêineres semienterrados de 5.000 litros, e em locais de entrega voluntária (LEV) de 2.500 litros, devido ao braço munck [braço hidráulico], que faz o trabalho de suspensão dos equipamentos.

 A operação pode ser feita por apenas uma pessoa por meio de um tipo de joystick (controle), “o qual permite realizar todas as operações sem contato direto com os resíduos, minimizando os riscos de contaminação. A coleta de resíduos fica mais simples, mais rápida, mais barata e mais segura”, completa Celso.

 Sindlurb protesta

O diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Urbana (Sindlurb), Raimundo Nonato, adianta que vai procurar o SLU para esclarecer se haverá uma possível redução de funcionários com a utilização da coleta seletiva sustentável.

 “Essa situação é bem prejudicial. Começa pelo momento de recessão [econômica] no mundo, aí você vai demitir quantos pais de família? Isso não tem cabimento. Ninguém sabe o dia de amanhã. Um caminhão de coleta tem um motorista e três coletores. A gente é à favor de uma coleta seletiva de qualidade, mas somos contra o desemprego. Se você tem pessoas gerando renda, tem pessoas comprando. A economia cresce e o capital gira. Vou investigar a fundo, mas o sindicato é totalmente contra essa ideia. Em qualquer governo que quer ver a sua cidade crescer, trabalha para gerar emprego”, declara Nonato.

 

 

Em nota, “o SLU afirma não ter relação com empresa e nem pode fazer qualquer contratação que não seja por meio de processo licitatório público e aberto a todos os interessados”, diz o texto enviado ao Jornal de Brasília.

 


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