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Servidores públicos cedidos ao Iges-DF deverão voltar à Secretaria de Saúde


20/11/2020

Servidores públicos cedidos para o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) deverão voltar para a Secretaria de Saúde. Deputados distritais e o diretor interino do Iges-DF, Paulo Ricardo Silva, debaterem a transferência de pessoal nesta quinta-feira (19/11).

 

Deputados distritais sabatinaram Paulo Ricardo Silva, indicado pelo governo de Ibaneis Rocha (MDB) para a Presidência efetiva do Iges-DF, na Comissão de Saúde, Educação e Cultura (Cesc). O nome de Paulo Ricardo foi aprovado pelos parlamentares. Antes da eventual nomeação, a indicação deverá passar por votação no plenário da Câmara Legislativa (CLDF). Caso seja nomeado, será o terceiro nome à frente do instituto no atual governo.

 

Segundo Jorge Vianna (Podemos) , servidores públicos cedidos ao Iges deverão ser devolvidos para a Secretaria de Saúde DF. Pelas contas do parlamentar, serão, aproximadamente, 3 mil profissionais em diversas áreas administrativas e de tratamento de pacientes.De acordo com Vianna, em função da legislação federal aprovada emergencialmente para a pandemia da Covid-19, a pasta da Saúde não pode realizar concursos públicos; por isso, vai precisar convocar os trabalhadores cedidos.

 

No começo da arguição, os deputados distritais mostraram preocupação com diversos problemas no Iges-DF, a exemplo das falhas no tratamento de câncer e de problemas cardíacos.Falta de transparênciaDo ponto de vista de Vianna, falta clareza sobre a real situação financeira do Iges e o uso dos recursos. Há risco de falta de pessoal e de insumos. Há também atrasos em encargos trabalhistas. Os gastos do Iges-DF durante a pandemia, incluindo a compra de testes de qualidade questionada, foram objeto de perguntas.Arlete Sampaio (PT) pediu mais transparência na regulação dos pacientes. A distrital também buscou explicações sobre o recente repasse de R$ 136 milhões ao Iges.

 

Segundo Arlete, também pairam muitas denúncias de apadrinhamento na contratação de funcionários e da existência de supersalários e quarteirização de serviços, a exemplo do serviço de radiologia.Para Reginaldo Veras (PDT), existe o temor de que o Iges viva a “bandalheira” de nomeações vistas no extinto Instituto Candango de Solidariedade, alvo de denúncias.Leandro Grass (Rede) questionou o diretor sobre a situação de Emanuela Ferraz, indicada para corpo de gestão do Iges e acusada de suposto nepotismo e possível uso irregular do cartão corporativo.

 

O vice-presidente da CLDF, Rodrigo Delmasso (Republicanos), perguntou se o Iges planeja ampliar o tratamento dos pacientes com epilepsia.

 

Paulo Ricardo confirmou a futura devolução de servidores para a Secretaria de Saúde. Os estatutários serão substituídos por celetistas. “Nós vamos criar o cronograma de devolução dos servidores”, prometeu.De acordo com o diretor-presidente interino, os empregados com notório saber serão mantidos. Paulo Ricardo não confirmou o número.

 

Segundo Paulo Ricardo, inicialmente, serão devolvidos servidores da área administrativas, pelo fato de o processo ser menos traumático. Em seguida, os trabalhadores da área de assistência. “Não haverá devolução de todos os servidores”, enfatizou.




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