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Em busca de um futuro melhor, UGT assina Pacto em prol da primeira infância


18/03/2014

Para um melhor cuidado com a criança, assinatura do movimento sindical representa a busca de uma nova cultura com a mulher e mãe trabalhadora

 

 

Nesta terça-feira, 18/03, no SESC Vila Mariana, em São Paulo, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), representando o Sindicato dos Comerciários do Estado de SP, assinou o Pacto Nacional pela Primeira Infância, documento que tem como objetivo unir a sociedade civil, os 3 setores e programas sociais, como os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), para aplicar os direitos e melhorias no cuidado e formação das crianças. Uma iniciativa do Instituto Zero a Seis, que instituiu o programa Mobilização Brasileira pela Primeira Infância (Mobi).

 

Na ocasião, Ricardo Patah, presidente nacional da UGT e do Sindicato dos Comerciários de SP, representou o apoio de milhares de trabalhadores ao lado de Sebastian Fonseca, que deu voz ao núcleo artístico e Maurício de Souza, desenhista que dedicou seu trabalho na formação da garotada e sua filha Mônica de Souza, inspiradora da personagem, nomeada pelo presidente do Instituto Zero a Seis, João Figueiró, embaixadora do Movimento.

 

A central sindical tem entre suas bandeiras, a preocupação com o cidadão enquanto criança, jovens, adultos e idosos e pactuar com um plano como o Mobi é mostrar que a representatividade da classe trabalhadora está inovando na forma de melhorias e que a preocupação na formação e educação deve ser revista. Isto é, um adulto com boa formação é aquele que recebeu carinho e cuidado já nos primeiros anos de sua existência.

 

“Para nós, comerciários de SP, essa parceria é muito importante, porque nós temos muitas mulheres, muitas mães no comércio, e nós percebemos a fundamental importância de exigirmos nas nossas convenções coletivas, creches para que se possa cada vez mais valorizar as crianças de zero a seis anos. O futuro do Brasil está exatamente nessas propostas e na transformação do que está sendo desenhado, em ações concretas. O Sindicato dos Comerciários de SP com certeza vai fazer a sua parte. E esse projeto é fundamental para a cidadania, outra questão defendida, não só pelos Comerciários de SP, mas pela UGT, que prega inclusão, igualdade e oportunidade, prega cidadania”, frisou Ricardo Patah. 

 

Cleonice Caetano de Sousa, diretora responsável por essa área no Sindicato dos Comerciários explica que hoje o Sindicato já abraça todas as causas sociais de inclusão e de toda e qualquer discriminação e também da violência. “Cuidar da criança de zero a seis anos, é ter nos seres humanos adultos melhores”, complementa. 

 

“Porque hoje toda a sociedade pensa em cuidar do idoso, do adolescente, do adulto e da criança, mas ainda não temos esse cuidado quando a criança ainda está no processo de fortificar seu caráter, sua idoneidade e até mesmo o cuidado com seu espaço familiar. Assinar esse pacto hoje, é mais uma fase, mais uma etapa e isso prova o quanto o sindicato está empenhado, em nome do nosso presidente Ricardo Patah, que tem um coração aberto, tem uma mente aberta, a todas as melhores mudanças para o nosso mundo”, ressalta Cleonice, uma vez que orientar a mãe, o pai, ajuda na criação de uma criança saudável sem o risco de vulnerabilidades. 

 

João Figueiró defende o investimento de capital humano como melhor forma para o desenvolvimento de uma sociedade. “Criar um mundo melhor começa com a tarefa de cuidar melhor das crianças. Sonho, de forma universal, que todas as crianças tenham asseguradas todas as condições de desenvolvimento”.

Figueiró tem a expectativa de conseguir que todo o cidadão brasileiro assine o Pacto e se comprometa e se interesse em saber o porquê isso é tão importante para o desenvolvimento de uma sociedade, de uma nova cultura.

 

“Trabalhamos com algumas redes: a Rede Nossa São Paulo, o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, que são os ODM e dentro dos ODM, algumas metas são diretamente ligadas à infância, como a questão da mortalidade materna e mortalidade infantil, mas todas os oito objetivos estão articulados com essa faixa etária. Por exemplo: o combate à fome, à miséria, todas essas coisas contemplam as crianças numa fase que é de altíssima vulnerabilidade e de desproteção: uma criança pequena não tem condições de exigir socialmente, politicamente, o atendimento de seus direitos. Então quando oferecemos essas condições a essas pessoas, isso é um direito, mas é algo que tem que ser feito pelos adultos, que legislam, que cuidam, ensinam, dão atenção e são pais e mães dessa população”, ressalta o presidente do Instituto Zero a Seis.

 

Investimentos que vão desde razões humanitárias, econômicas a científicas. E a participação e atuação consciente das pessoas é imprescindível. O desenhista e cartunista Mauricio de Sousa se sente parte de um processo que não tem fim e colocou sua empresa e suas redes sociais como um canal de comunicação aberto para propagar a importância de ações como essa. 

 

“Tudo o que a gente fizer par a criançada, mesmo as mais novinhas, é pouco. É preciso preparar o país para eles. E o Mobi vai permitir que a gente trabalhe nas diversas áreas: na área política, legislativa, na área de proteção enfim, aonde a criança puder estar, andar, respirar, temos que estar ali para alguns cuidados e oportunidades que faltam para a maioria das crianças: como oportunidades à saúde, higiene, educação e abertura para o futuro. É um grande dilema nós estamos enfrentando, um grande problema, que tem que ter parte desse problema resolvido e nós vamos fazer força para isso, é ajudar o governo, que tem sido omisso na maior parte desse momento da necessidade da criança”, argumenta. 

 

Em busca dessa vitória está a então embaixadora do Movimento. Para Mônica, “esse movimento é lindo, maravilhoso e essa preocupação do cuidado com a criança de zero a seis anos é fundamental para que essa criança se torne um adulto saudável. E no saudável não é só em saúde física, mas saudável também na mente. Então se a Turma da Mônica, através da Mauricio de Sousa Produções, puder, de alguma maneira ajudar na divulgação desse movimento, a gente vai estar, até o fim, junto com eles.

 

E é com a luta e conscietização de cada um, que se conseguirá atentar para a criação e educação de cada criança, permitindo que elas cresçam mais saudáveis, com direito à escola, participação na vida da sociedade, não vulneráveis às drogas,  criminalidades. Que possam fazer parte de um Brasil sem corrupção, com mais saúde e educação.

 

Entenda o Mobi:

 

O programa de Mobilização Brasileira para Primeira Infância tem sete ferramentas de comunicação que atuam integradas entre si e com a sociedade como um todo – os 3 setores -, criando um movimento que envolva todas as pessoas do país, para o desenvolvimento de ações, iniciativas, projetos e programas, que visem o aprimoramento da primeira infância no Brasil.

 

Segundo Figueiró, vem de um modelo implementado no Peru, em 2007, por Salvador Herência, que em 18 meses conseguiu um avanço na questão da infância daquele país, que no Brasil nem em 25 anos foi alcançado.

 

Uma dessas ferramentas é o pacto Nacional para a Primeira Infância, que é constituído de 12 itens, que institui um pacto entre todas as pessoas, setores, organizações, para este compromisso no cumprimento do artigo 227 da Constituição Federal, que assegura os direitos da criança e as condições necessárias para o seu pleno desenvolvimento.

 

Mariana Veltri – imprensa UGT e Nós Podemos SP

 

 

 


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