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Tratado pode transformar, para pior, a economia no setor de serviços


08/08/2017

TISA. O que é? Quem está envolvido? Quem ganha? Quem perde? Como isso pode nos atingir e como resistir a esse tratado? Para tentar responder a essas perguntas o Secretariado Global da ISP (Internacional de Serviços Públicos) e a Fundação Friedrich Ebert no Brasil (FES Brasil), promoveram nos dias 7 e 8 de agosto um seminário voltado para dirigentes sindicais. 

 

Realizado na sede da UGT nacional, o evento reuniu especialistas na área internacional que abordaram os seguintes temas: As ações das Empresas Transnacionais; Protocolo sobre Empresas Transnacionais e Direitos Humanos; TISA a pior ameaça aos serviços públicos e a luta da Internacional de Serviços Públicos (ISP); Proteção de dados e Tratados de Livre Comércio; Reunião Ministerial da OMC; Jornada Continental pela Democracia e Contra o Neoliberalismo.

 

Entre os palestrantes estavam o economista Ladislau Dowbor, que aproveitou o encontro para fazer o pré lançamento do seu livro : “A Era do Capital Improdutivo”; os professores Renato Leite (Professor de Direito Digital e Internacional da Universidade Mackenzie) e Lucas Tasquetto  (professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC); Jocélio Drummond e Leandra Perpétuo (ISP); Gonzalo Berrón (FES) e Vânia Ribeiro (CSA).

 

Durante a abertura do seminário, o presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, destacou a importância e relevância da discussão sobre o TISA, “tratado que da forma como vem sendo construído, aprofunda o desequilíbrio na já frágil, correlação de forças entre o Capital e o mundo do trabalho”. 

 

O TISA é um acordo internacional voltado  para a área de comércio e serviços, que envolve cerca de 70% da economia mundial e conta com cerca de 50 países membros. Em linhas gerais,o tratado tem como objetivo a desregulamentação, liberalização e privatização de serviços públicos, atingindo setores de Transportes, Comunicação, Saúde, Educação, Água, Energia Elétrica, entre outros segmentos que passariam a ser controlados por empresas transnacionais. “O que verdadeiramente está em jogo neste acordo é muito mais que comércio, muito mais que serviços. Está em jogo o próprio conceito de democracia, a liberdade de um povo escolher como deve funcionar o Estado e suas prioridades em oferecer serviços básicos; de definir o modelo de desenvolvimento preferível em busca de um futuro melhor e mais sustentável”, afirma o dirigente da ISP, Jocélio Drummond.

 

Ao longo destes dois dias de intenso debate, os participantes e representantes das entidades sindicais se comprometeram na elaboração de um conjunto de ações, que tenham como objetivo ampliar o conhecimento sobre as implicações desse acordo para o mundo do trabalho. Ao final do encontro, entre as ações sugeridas está a confecção de uma cartilha com conteúdo explicativo sobre o acordo que deverá ser disponibilizada para as entidades sindicais interessadas. Além da cartilha, os participantes concordaram com a criação de um blog e uma fanpage exclusiva para tratar do assunto. O calendário de ações, também inclui a realização e participação de novos seminários para debater a questão.  

 




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