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Decisão chinesa de reduzir importação de lixo põe o mundo em alerta


06/02/2018

A disposição da China de não ser mais a “lixeira do mundo” leva o mundo a repensar o destino da produção de lixo e como deverá tratar o tema com a urgência que merece. A nova regulamentação, que forçará os países a abordar a questão com um realismo inexistente até então, é visto com preocupação por lideranças como Miguel Salaberry Filho, Secretário Nacional de Relações Sindical da União Geral dos Trabalhadores (UGT) r Presidente do SECEFERGS.

 

O motivo da temeridade exposta por Salaberry decorre do fato a China proibir a entrada de 24 categorias de materiais e despejos sólidos no país, que podem ser agrupados em quatro grupos, desde o dia 1º de janeiro. Entre materiais que constam da proibição, plásticos, papel não triado, escória de certos minérios e refugos têxteis. Tipos de plástico recicláveis, papéis mesclados e restos de tecido também não serão mais comprados. O papelão ainda continuará sendo comprado, por enquanto.

 

Embora a proibição não seja total o impacto é significativo e acende o alerta para o mundo. O Ministério do Meio Ambiente chinês acredita que a medida responde aos planos nacionais de combater a degradação ambiental, com o fechamento de numerosas usinas de reciclagem, especialmente poluentes. As grandes zonas de processamento destes resíduos se encontram nas províncias de Cantão, Zhejiang e Shandong, regiões costeiras com importantes portos de entrada de mercadorias.

 

Nem a opção por países como Índia, Paquistão, Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Camboja e Malásia como destinos para o lixo reciclável aponta para uma solução em curto prazo, por não existir espaço nem infraestrutura oferecidos pela China.

 

TERREMOTO AMBIENTAL

Desde o anúncio da decisão de suspender a importação de lixo estrangeiro na Organização Mundial do Comércio, em julho de 2017, houve apreensão entre os países desenvolvidos. Habituados a descartar os dejetos no território do gigante asiático, as nações do chamado “primeiro Mundo” foram defrontados com um dilema inesperado.

 

A indústria do lixo movimenta muito dinheiro e ajuda os países que lidam com os dejetos, que reciclam o produto. Em 2016, a China que era um dos grandes compradores do lixo mundial, processou 70% de todo o plástico descartado no mundo, que foi reciclado ou acumulado em lixões. Só de plástico foram 7,3 milhões de toneladas. Mais de 163 milhões de toneladas de lixo eram importados de países desenvolvidos, como os Estados Unidos, União Europeia e Japão, movimentando US$ 21,6 bilhões em 2016, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

A dependência do mercado chinês nesse campo é considerável. A Espanha enviou 318.926 toneladas de plásticos para o país, em 2016, o equivalente a 65% do total exportado. O México vendeu 429.539 toneladas, com 47,4% do total. Japão e Coreia do Sul chegam a superar a proporção dos 80%. Até o Brasil chegou a enviar 25,3 mil toneladas de papéis para reciclagem, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Além disso, o país asiático também recebeu 14,6 mil toneladas de resíduos e restos de metais para reciclagem, principalmente cobre (12,3 mil toneladas), alumínio e aço.

 

CONTAMINAÇÃO E POLUIÇÃO

Miguel Salaberry Filho lembra que o comércio feito com a compra do lixo começou na China nos anos 1980 e supria a demanda por matérias-primas através

 

da reciclagem. Na atualidade, o crescimento demográfico e do poder de compra fazem com que o país produza o lixo de que precisa para atender a demanda por produtos reciclados. “O lixo estrangeiro passou a ser visto pelas autoridades chinesas como uma ameaça de contaminação e poluição”, adverte o sindicalista, que indica a obrigatória da adoção de novas práticas globais.

 

O descarte correto dos itens e a redução na produção de lixo comum são medidas que podem fazer parte do cotidiano de cada um. Fazer a compostagem do lixo orgânico e a reutilizar frascos e embalagens surge como alternativa passível de ser adotada.

 


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