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UGT critica o trabalho escravo


16/04/2010

As ocorrências de trabalho escravo na região Centro-Sul diminuíram em 2009. Levantamento da CPT (Comissão Pastoral da Terra) aponta que houve redução de 280 para 240 em relação ao período anterior (2008). Não deixa de ser uma boa notícia, mas ela seria bem melhor se não tivéssemos trabalho escravo no Brasil. Portanto, se a pesquisa mostra que diminuiu é porque ainda tem essa selvageria contra o ser humano", disse o presidente nacional da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah ao tomar conhecimento do relatório "Conflitos no Campo", divulgado nesta quinta-feira (15).

O número de resgatados também foi menor em 2009: 4.283 pessoas. Desses, 715 estavam no Rio de Janeiro, estado com maior número de resgatados. No ano anterior foram libertados em todo país 5.226 trabalhadores. A Região Sudeste liderou o número de libertados. De acordo com a CPT, o estado responde por 37,2% dos resgatados, seguido pelo Nordeste, com 20,9%. "Como se vê pelos números da CPT, os maus patrões continuam a desafiar as leis vigentes, até porque a fiscalização, por parte do governo, é ineficiente", salienta Patah.

O presidente Ricardo Patah diz que a UGT tem sido implacável na luta pela erradicação do trabalho escravo no país. E essa postura é baseada na Carta de Princípios, da UGT. "São práticas desumanas, operadas na clandestinidade e marcadas pelo autoritarismo", lembra Patah, considerando que o trabalho escravo deve ser tipificado como crime inafiançável e nos casos em que a ocorrência se der no meio rural, as propriedades devem ser entregues à reforma agrária.

De acordo com a CPT, o levantamento reflete a fiscalização realizada na região Centro-Sul e não necessariamente o número de pessoas trabalhando como escravos. "O Norte continuou liderando pelo número de trabalho escravo identificado (mas fiscalizado somente pela metade) e voltou a encabeçar o ranking do número e pessoas envolvidas nesses casos", esclarece a entidade ligada à igreja católica. Segundo o relatório, no ano passado, 2.423 pessoas estavam envolvidas em

denúncias de trabalho escravo, seguido pelo Sudeste com 1.605 envolvidos."


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