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Trabalho escravo no Brasil denunciado nos EUA


15/06/2010



O trabalho escravo e o tráfico de pessoas foram alvos de novas denúncias por parte dos Estados Unidos. O governo brasileiro criticado por não cumprir os padrões mínimos no sentido de coibir ou reduzir esses tipos de crimes contra a pessoa. Pelo menos é o que consta de documento recentemente divulgado em Washington onde estima a existência de 12,3 milhões de vítimas de trabalho e prostituição forçados no mundo.

Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, essa é mais uma forma e denegrir a imagem do país lá fora. É imperioso que o governo brasileiro deixe de lado a teoria e parta imediatamente para medidas mais drásticas, caso contrário isso pode acabar fugindo do controle", disse Patah. Um agravante, na opinião do presidente da União Geral dos Trabalhadores, é que a maioria dessas pessoas vítimas de trabalho escravo ou da exploração da prostituição como cita o documento norte-americano, são brasileiros e brasileiras que não tiveram a oportunidade de acesso a um trabalho descente.

Conforme o documento, o Brasil é classificado como "fonte de homens, mulheres, meninos e meninas para prostituição forçada no país e no exterior e trabalhos forçados" em solo nacional. O texto reconhece que o governo fez "grandes esforços" para resgatar milhares de trabalhadores em situação de escravidão e expandiu serviços às vítimas de tráfico sexual. Todavia, lembra, para o fato de que o número de condenações caiu e que abrigos às vítimas são inadequados.

Mulheres e crianças brasileiras, particularmente de Goiás, são citadas como vítimas de prostituição forçada em países como Espanha, Itália, Reino Unido, Portugal, Suíça, França e EUA. Por outro lado, a indústria têxtil de São Paulo é mencionada como destino de trabalhadores de Bolívia, Paraguai e China.

A UGT, em sua Carta de Princípios, é implacável pela erradicação do trabalho escravo ou análogo e da exploração do trabalho infantil. "Nós queremos acabar de uma vez por todas com tais praticas desumanas", lembra Ricardo Patah. Tanto o trabalho escravo como o infantil ocorrem na clandestinidade, marcadas pelo autoritarismo, corrupção, segregação social, racismo, clientelismo e total desrespeito aos direitos humanos. "A UGT insiste para que essas arbitrariedades sejam tipificadas como crimes inafiançáveis e, ocorrendo na zona rural, que as propriedades sejam utilizadas para a reforma agrária.

O Brasil ficou no segundo nível numa escala de quatro (no primeiro estão os que cumprem padrões mínimos) a mesma posição desde 2007 e superior a dos demais membros do grupo dos Brics (China, Rússia e Índia). O Ministério do Trabalho afirmou que o país combate o trabalho escravo e que é modelo da ONU em políticas e legislação para o tema."


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