10/08/2026
A vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Cleonice Caetano, e a secretária da Mulher da entidade, Maria Edna Medeiros, participaram, no dia 7 de agosto, da adesão do Sindicomunitários São Paulo, ao projeto Empodera Mulher. A iniciativa reforça a luta pelo enfrentamento à violência contra as mulheres e pela ampliação do acesso à informação e à rede de proteção.
O projeto tem como objetivo orientar as Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) sobre os serviços disponíveis para mulheres em situação de vulnerabilidade ou violência, além de informar como acessar a rede de apoio e buscar proteção e segurança.
Durante o evento, representantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo apresentaram os serviços oferecidos pelo município, incluindo atendimento inicial e orientação psicológica, de acordo com a situação de cada vítima.
No período da tarde, uma mesa de debates reuniu Cleonice Caetano, Maria Edna Medeiros e Marina Tauil, Articuladora Territorial de Políticas para Mulheres, em São Paulo, projeto desenvolvido pelo Ministério das Mulheres, em parceria com ONU e PNUD. As participantes destacaram a importância da participação das mulheres na construção e cobrança de políticas públicas capazes de prevenir e combater as diferentes formas de violência.
Para a diretora Ana Célia, coordenadora do projeto, a mensagem é clara: “Mexeu com uma, mexeu com todas”. Ela ressaltou que as ACS podem contar com o apoio do sindicato, que disponibiliza assistência jurídica e psicológica às trabalhadoras vítimas de violência, além de um canal direto com o departamento jurídico para buscar orientação e ajuda.
Outro ponto destacado foi a possibilidade de proteção prevista na legislação das ACS. Conforme ressaltado durante o evento, a Lei nº 11.350/2006 prevê mecanismos que podem permitir à agente em situação de violência a mudança de área de atuação, sem perda do emprego, contribuindo para reduzir sua exposição e vulnerabilidade.
O presidente do Sindicomunitários, Jailson, afirmou que o Empodera Mulher integra uma ação permanente da entidade e reforçou que o enfrentamento à violência contra as mulheres deve ser responsabilidade de toda a sociedade.
Combater a violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva. Informação, acolhimento e acesso à rede de proteção podem salvar vidas.
Com informações Sindicomunitários
UGT - União Geral dos Trabalhadores