Juventude organizada é juventude com voz, consciência e capacidade de transformar a realidade. Foi com esse propósito que o SINTETEL promoveu, no Dia Internacional da Juventude, um dia de formação voltado aos jovens líderes sindicais das telecomunicações. O encontro reuniu cerca de 50 participantes na sede da entidade, entre jovens sindicalistas de diversas regiões do Estado, diretores e funcionários do Sindicato em São Paulo, com o objetivo de fortalecer e preparar novas lideranças para os desafios do mundo do trabalho.
Formar hoje para fortalecer a luta amanhã
O presidente do SINTETEL, Gilberto Dourado, saudou a juventude presente e destacou a importância da formação política como instrumento de organização e fortalecimento da classe trabalhadora. “É muito importante essa formação e o esclarecimento sobre política. A ideia aqui hoje é organizar a juventude, trabalhar, formar lideranças conscientes de seu papel, treinar e integrá-los na luta para garantir mais direitos e fortalecer a causa da classe trabalhadora”, afirmou.
A secretária da Mulher do SINTETEL, Maria Edna, que também está à frente do trabalho com a juventude, explicou que o encontro representa um passo importante para ampliar o protagonismo dos jovens nas telecomunicações. “Reunimos a juventude das telecomunicações do Estado de São Paulo para reorganizar e fazer com que os nossos jovens apareçam, atuem e tenham mais voz ativa no mundo do trabalho”, destacou.
Para o vice-presidente do Sindicato e presidente da FENATTEL, José Roberto Silva, investir na formação dos jovens é investir na própria categoria e na continuidade da luta sindical, preparando novas lideranças para defender os trabalhadores.
Juventude organizada é sindicato mais forte
Durante o encontro, o deputado estadual Luiz Fernando (PT) abordou, de forma didática, a importância da formação política para a juventude trabalhadora brasileira. Ele ressaltou o papel do SINTETEL na preparação das futuras lideranças sindicais. “Hoje eu saio daqui grande, porque eu presenciei o SINTETEL chamar a juventude para fazer a formação política sindical desses jovens. Eles são os futuros dirigentes sindicais. Acho que as telecomunicações ganham com isso porque está preparando com muito zelo uma juventude para ser o futuro. Futuro da luta e da melhora das condições de trabalho”, afirmou.
Na abertura do evento, Waldeli Melleiro, diretora de Programas sobre Políticas Sociais, Relações de Trabalho e Cooperação Sindical da FES (Fundação Friedrich Ebert Stiftung), também destacou a importância da presença dos jovens no movimento sindical. “É superimportante a participação dos jovens no mundo sindical, na defesa dos direitos dos jovens, trazendo suas pautas, trazendo suas demandas. Essa é uma forma de valorizar o sindicato e deixar a luta mais forte e mais representativa”, afirmou.
Ainda durante a programação da manhã, os diretores do SINTETEL Cristiane do Nascimento, Mauro Cava de Britto e Aurea Barrence deixaram suas mensagens para os participantes, reforçando a importância da organização e da participação da juventude.
O encontro contou também com a participação virtual de Gabriela Cordeiro, diretora da Fenattel Juventude; Barbara Cunha, da Juventude da CSA; e David Pintos, da Uni Américas Juventude Brasil.
Conhecimento, participação e plano de ação
A programação continuou no período da tarde com a palestra de Elisa Guaraná, que apresentou a pesquisa “Juventude: Um Desafio Pendente”, realizada pela FES.
A atividade promoveu reflexões sobre os desafios enfrentados pela juventude e a necessidade de ampliar sua participação nos espaços de organização e decisão do mundo do trabalho.
No encerramento, os jovens participaram ativamente da construção de ideias para um plano de ação voltado ao engajamento da juventude sindical.
Para o SINTETEL, a formação política e sindical é fundamental para que os jovens compreendam seu papel no mundo do trabalho e estejam preparados para enfrentar os desafios da categoria. A renovação do movimento sindical passa necessariamente pela participação dos jovens. É pela organização, pela mobilização e pelas negociações coletivas que trabalhadores conquistam direitos e avançam na construção de relações de trabalho mais justas.
Juventude organizada, sindicato fortalecido e trabalhador na luta!