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SINDMOTORISTAS debate ações em prol da saúde mental em evento do Setembro Amarelo


30/09/2026

A diretoria plena do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, o SINDMOTORISTAS, promoveu nesta quarta-feira (30), importante encontro sobre o Setembro Amarelo com o tema “Dia de Valorização da Vida”.


Com organização da secretária de saúde do trabalhador, o evento tem por objetivo apresentar para a categoria a necessidade do cuidado - cada mais essencial - da saúde física e mental, sobretudo no sistema de transporte por ônibus na cidade de São Paulo, que exige demais de operadores nos locais de trabalho.


Diversas lideranças sindicais participaram do encontro. E deixaram seus relatos aos presentes no auditório lotado. Destaque para o presidente da FTTRESP, Valdir de Souza Pestana; vice-presidente da UGT Nacional, Cleonice Caetano Souza; presidente do Sindicato dos Rodoviários de Mogi e Região, Félix Barros; presidente do SINPOLSAN Santos e Região, Renato Martins e seu diretor Marcio Pino, respectivamente.


“Buscar conhecimento é fundamental para poder contar com a melhor rede de apoio. E nosso papel como lideranças sindicais e estar ao lado, ajudar quem estiver passando por dificuldades”. E completa. “Esta é uma bandeira de luta do movimento sindical pelo bem das pessoas”, afirmou Xarope, secretário da saúde da entidade.


De Pessoa para Pessoa

Para colaborar no processo de ajuda, assistência e acolhimento, voluntários do Centro de Valorização da Vida, José Vicente Cruz Dias e Clóvis Moreira Dias, palestraram sobre o tema “De Pessoa para Pessoa”. O CVV é uma associação civil sem fins lucrativos brasileira, de caráter filantrópico, fundada em 1 de março de 1962 na cidade de São Paulo.


“Nós somos um pronto-socorro emocional de ajuda às pessoas, sobretudo às mais vulneráveis em tempos com sofrimento, solidão e dificuldades pessoais. Ouvir é um ato de amor é nós devemos estar ao lado dos trabalhadores, acolhendo-os”, disseram.


O suicídio é um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Mas o suicídio pode ser prevenido! Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento(a) se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la.


Companheiros e companheiras passaram seus relatos emocionantes sobre diversos problemas decorrentes da vida do trabalho, da vida familiar, dentre outros fatores. Onde buscar ajuda: CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde); UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais; e Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).


Impactos da NR1

Por sua vez, o médico do trabalho, que atua faz mais de 30 anos no Sindicato, dr. Kléber Torres Soares, palestrou sobre os impactos da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1), e sua atuação no diagnóstico dos riscos psicossociais. 


Para tratar e cuidar da saúde mental do profissional, o especialista pontuou importantes aspectos a ser considerados como: identificação e avaliação, cultura do bem-estar, treinamento e capacitação, comunicação permanente, suporte psicológico, flexibilidade no trabalho, atuação de médicos, enfermeiros e engenheiros do trabalho, bem atuação efetiva da CIPAA.


“As empresas têm o dever de cuidar, atender e acompanhar seus funcionários, que enfrentam problemas decorrentes do ambiente laboral estressante. A NR 1, neste sentido, tornou-se importante avanço em prol de toda classe trabalhadora”, ressaltou.


Cenário preocupante

Estudos nacionais e internacionais vêm alertando para a sobrecarga emocional dos motoristas de transporte urbano. Um levantamento da Fundacentro revelou que 82% dos motoristas de ônibus afirmam viver em constante estresse durante o trabalho, e 48% relatam sintomas físicos e psicológicos, como dores musculares, insônia, irritabilidade e ansiedade.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que cidades com mais de 5 milhões de habitantes têm índices até 25% maiores de transtornos relacionados ao estresse, e que o tempo médio gasto no trânsito é um dos principais preditores de esgotamento emocional. Segundo o IBGE, motoristas de ônibus urbano em São Paulo e Rio de Janeiro passam, em média, 6 a 8 horas diárias sob tensão contínua, com interrupções mínimas para descanso.




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