06/11/2026
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) realizou, na manhã
desta sexta-feira (6 de novembro), na sede do Sindicato dos Comerciários de São
Paulo, um Júri Simulado com Roda de Saberes para promover o diálogo, a reflexão
e a conscientização sobre a violência contra as mulheres.
A atividade contou com a participação de Cleonice Caetano,
vice-presidente da UGT, e José Gonzaga da Cruz, vice-presidente do Sindicato
dos Comerciários de São Paulo e presidente do DIEESE (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
O encontro foi realizado em parceria com o Movimento
Nacional ODS São Paulo, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo e o DIEESE,
reunindo diferentes atores em torno de uma pauta que exige o envolvimento de
toda a sociedade.
Durante a atividade, Cleonice Caetano destacou a importância
de romper o silêncio e transformar a conscientização em atitudes concretas.
“Não podemos aceitar que a violência contra as mulheres seja
tratada como algo normal ou restrito ao ambiente doméstico. É uma questão
social que exige coragem, união e compromisso. Precisamos fortalecer as
mulheres, acolher as vítimas e trabalhar para que nenhuma mulher tenha medo de
viver, trabalhar e ocupar qualquer espaço na sociedade”, ressaltou.
José Gonzaga da Cruz também enfatizou o papel das entidades
sindicais na construção de ambientes mais seguros e igualitários.
“A luta contra a violência às mulheres também é uma
responsabilidade do movimento sindical. Não existe trabalho decente onde há
medo, assédio, discriminação ou violência. Precisamos levar esse debate para os
locais de trabalho e para toda a sociedade, porque respeito, igualdade e
dignidade não são privilégios, são direitos”, afirmou.
A iniciativa também dialogou com os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU),
contemplando os ODS 3 – Saúde e Bem-Estar; 5 – Igualdade de Gênero; 8 –
Trabalho Decente e Crescimento Econômico; 13 – Ação Contra a Mudança Global do
Clima; 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes; 17 – Parcerias e Meios de
Implementação; e 18 – Igualdade Étnico-Racial.
Mais do que um espaço de debate, o encontro reforçou que o enfrentamento à violência contra as mulheres depende de mobilização permanente, educação, políticas públicas e participação coletiva. Uma sociedade mais justa começa pelo respeito à vida, à dignidade e aos direitos de todas as mulheres.
UGT - União Geral dos Trabalhadores