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Grito por Dignidade: Convenção Coletiva é a única via contra abusos de empresas de Apps, ressalta o SindimotoSP


02/09/2026

Esse é o posicionamento do SindimotoSP em relação as manifestações de entregadores ocorridas ontem (1), em várias cidades brasileiras por conta de baixa remuneração no valor das entregas, longas jornadas de trabalho, nenhum benefício ou direitos trabalhistas e bloqueios indevidos, além de rotas de entregas que favorecem só as empresas de app.


A categoria dos entregadores está descontente com essas situações acima, além dos critérios que as empresas usam com seus algoritmos, que beneficiam elas próprias.


Falta de fórum adequado para discutir a situação dos trabalhadores e ausência de aumento no valor das entregas há mais de 10 anos, também foram gritos por socorro que vieram das ruas com as manifestações dos trabalhadores do delivery, que ocuparam as ruas de diversas cidades brasileiras no primeiro dia de setembro, explicitando o descontentamento dos entregadores de aplicativos com o modelo atual de trabalho que faz com que entrem em um sistema exploratório acentuando a precarização do setor.


A categoria denuncia jornadas de trabalho excessivas, congelamento no valor do frete há mais de dez anos e punições arbitrárias por meio de bloqueios indevidos.


Além disso, os trabalhadores criticam a falta de transparência dos algoritmos corporativos, cujos critérios e desenho de rotas priorizam as margens de lucro das plataformas em detrimento da remuneração dos prestadores de serviço.


Diante da ausência de canais institucionais de diálogo, o SindimotoSP, que há mais de 10 anos denuncia as arbitrariedades das empresas de apps, defende a judicialização do setor como o instrumento necessário para estabelecer a segurança jurídica da atividade.


A entidade sindical busca a criação legal de uma Convenção Coletiva de Trabalho que regulamente direitos básicos e reajustes anuais.


Essa estratégia, inclusive, alinha-se às recentes diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que formalizou a necessidade de os países membros adotarem convenções coletivas para salvaguardar os direitos fundamentais dos entregadores na economia de plataformas.


O avanço dos protestos dos trabalhadores e luta do SindimotoSP indica uma pressão crescente por reformas estruturais na relação entre o capital tecnológico e a força de trabalho.


O impasse agora se desloca para o STF, já que o governo federal desistiu da regulamentação, onde se decidirá o futuro da proteção social desses trabalhadores no mercado nacional.


A mobilização demonstra que a sustentabilidade do setor de delivery depende da construção de um ecossistema que concilie a inovação digital com a dignidade laboral.


“Justiça algorítmica e direitos garantidos: a dignidade do trabalhador não pode ser entregue ao acaso”, afirma Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, presidente do SindimotoSP.


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