Enilson Simões de Moura
Vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores
18/09/2026
O ministro do Supremo, André Mendonça, é pastor colaborador da Igreja Presbiteriana Renovada de Pinheiros. Os membros da igreja sempre se referem a ela como sendo “a igreja do pastor Mendonça”.
O fato é que, desde a semana passada, quando foi divulgado pelo portal “Fuxico Gospel” um escândalo envolvendo o pastor presidente dessa igreja, o reverendo Arival Dias Casemiro, a matéria saiu em portais como O Globo e UOL, mas, em nenhum desses casos, houve menção a essa igreja ser a do Mendonça.
Esse escândalo diz respeito a assédio praticado pelo reverendo Arival que, sentindo-se um sujeito dotado da “unção da atração”, mandou mensagens para lá de íntimas para uma funcionária e membro da igreja. O reverendo ungido é casado e tem filhos.
A funcionária/membro entrou com uma ação por assédio contra o reverendo, que mandava mensagens do tipo “você mexe comigo”, entre outras indecências que não divulgarei para preservar a intimidade da vítima. Arival é conferencista cristão, mas nunca incluiu em suas palestras as técnicas de sedução que usa para atacar mulheres, evangélicas ou não.
O caso ganhou enorme repercussão nas redes evangélicas, e estão pedindo, além da renúncia do reverendo, que já se afastou, a renúncia de todo o Conselho da Igreja do Mendonça, por terem compactuado com o crime e, do ponto de vista evangélico, com esse gravíssimo pecado. A igreja do Mendonça pagou uma indenização à funcionária/membro de mais de cem mil reais em troca do seu silêncio. Tentaram colocar o processo em sigilo e não conseguiram. Mentiram ao dizer que a funcionária/membro havia retirado a acusação de assédio, que permanece nos autos. Resumindo, a igreja, contrariando a doutrina cristã, “varreu para debaixo do tapete” o crime/pecado de seu reverendo, com conhecimento e bênçãos do Mendonça. Não é minimamente razoável acreditar que Mendonça não soubesse do que estava ocorrendo, mas preferiu, assim como o Conselho, poupar o reverendo do que salvaguardar a própria igreja, que agora está coberta da lama produzida pelo reverendo, por seu Conselho e por todos os pastores que se omitiram diante desse crime.
Já sabemos que o ministro Mendonça é seletivo em relação a crimes e protege deslavadamente aqueles que pertencem ao seu grupo político. O que não sabíamos é que o ministro Mendonça também protege os pecadores que assediam mulheres, desde que sejam da alta hierarquia eclesiástica da sua igreja.
Mendonça agiu contra a lei nesse caso e agiu contra a Bíblia, que exige severa punição para esses casos.
Sabíamos que Mendonça compactua com o crime e é seletivo ao julgá-los. Não sabíamos, porém, que também é seletivo com os amigos pecadores da própria igreja, escondendo esses pecados até de seus membros.
Mendonça é uma vergonha. Não passa de um Pixuleco.
Enilson Simões de Moura – Alemão
Vice-Presidente Nacional da União Geral dos Trabalhadores - UGT
UGT - União Geral dos Trabalhadores