03/08/2026
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) deu mais um importante passo na defesa dos direitos das mulheres ao oficializar, nesta segunda-feira (3), sua adesão ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. A assinatura do termo reafirma o compromisso histórico da Central com a promoção da vida, do respeito, da igualdade de oportunidades e da justiça social. A cerimônia foi realizada na sede da UGT, em São Paulo, e contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
O presidente da UGT, Ricardo Patah, anfitrião do encontro, recepcionou autoridades, dirigentes sindicais e representantes de diversas entidades de trabalhadores de todas as regiões do Brasil. Também participaram da mesa a vice-presidente da UGT, Cleonice Caetano; a secretária da Mulher da UGT, Maria Edna Medeiros; Maria Auxiliadora, da Força Sindical e representante do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais; Juliana Corrêa Occhiena, do SindBast; e Cátia Aparecida Laurindo, a Cátia Nega Show, da Nova Central. O secretário-geral da UGT, Canindé Pegado, também esteve presente na solenidade.
Ao abrir o evento, Ricardo Patah destacou a importância da adesão da UGT ao pacto e ressaltou que o fortalecimento das ações em defesa das mulheres deve ser uma prioridade permanente do movimento sindical. Segundo ele, a participação da Central representa um compromisso concreto com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e livre da violência de gênero.
Em seu pronunciamento, Cleonice Caetano enfatizou que a adesão ao pacto vai muito além de um ato formal. "Não há projeto de desenvolvimento, democracia plena ou trabalho decente possível em um país onde mulheres continuam sendo assassinadas simplesmente por serem mulheres", afirmou. A dirigente destacou que a UGT assume compromissos concretos, como incorporar cláusulas de proteção às mulheres nas negociações coletivas; fortalecer o diálogo com empregadores e o poder público para promover ambientes de trabalho seguros; ampliar a formação sindical com perspectiva de gênero; e intensificar campanhas permanentes de conscientização para combater o machismo e a cultura da violência.
A secretária da Mulher da UGT, Maria Edna Medeiros, reafirmou a parceria da Central com o Ministério das Mulheres e destacou que um dos principais compromissos é ampliar a formação e o protagonismo feminino dentro do movimento sindical. Ela também agradeceu a presença das dirigentes sindicais vindas de diversos estados brasileiros para participar da solenidade.
Durante o evento, homens e mulheres utilizaram adesivos em referência aos 20 anos da Lei Maria da Penha, reforçando a importância da legislação como um marco no enfrentamento à violência contra a mulher.
Encerrando a cerimônia, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que, além do fortalecimento das políticas públicas, é necessário promover uma profunda transformação cultural para combater o feminicídio. Segundo ela, a Lei Maria da Penha representa uma conquista histórica, mas sua efetividade depende do engajamento de toda a sociedade. A ministra ressaltou, ainda, o papel estratégico do movimento sindical na conscientização, na prevenção da violência e na construção de relações de trabalho e de convivência baseadas no respeito, na igualdade e na dignidade das mulheres.
Ao término da solenidade, a ministra Márcia Lopes percorreu a Rua Formosa até a sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, no Vale do Anhangabaú, coração da capital paulista. No local, viu o gigantesco banner instalado em toda a fachada do edifício da entidade, com 16 metros de altura por 9 metros de largura, que simboliza o compromisso do movimento sindical com a campanha permanente de enfrentamento à violência contra as mulheres e reforça a mensagem de conscientização dirigida à população que circula diariamente pela região central de São Paulo.
Com a assinatura do pacto, a UGT reafirma seu protagonismo na defesa dos direitos humanos e fortalece sua atuação em favor de políticas públicas que promovam a proteção das mulheres, a igualdade de gênero e a erradicação da violência em todas as suas formas.
UGT - União Geral dos Trabalhadores