31/08/2026
Na manhã desta segunda-feira (31/08), o Sindicato dos
Comerciários de São Paulo (SECSP)realizou assembleia com número expressivo de trabalhadores
e trabalhadoras demitidos(as) pelas Casas Bahia. O encontro aconteceu de forma
híbrida.
A assembleia teve como principal objetivo esclarecer
todas as medidas adotadas pelo Sindicato desde que a entidade tomou
conhecimento das demissões em massa.
Durante o encontro, a direção e o Departamento Jurídico do
Sindicato explicaram, de forma detalhada, o cenário enfrentado pelos
trabalhadores e os caminhos que estão sendo adotados para tentar garantir o
recebimento dos direitos trabalhistas e minimizar os prejuízos causados sociais
e econômicos causados pela empresa, que ingressou com pedido de recuperação
judicial imediatamente após as dispensas dos trabalhadores.
O presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo
Patah, destacou que a entidade foi surpreendida pela decisão da empresa e
criticou a forma como muitos trabalhadores foram comunicados sobre a demissão.
“Não é justo e nem aceitável que trabalhadores e
trabalhadoras sejam informados de suas demissões pelo WhatsApp ou que cheguem
para trabalhar e encontrem as portas fechadas”, afirmou Patah.
Ainda segundo o presidente, o Sindicato está acompanhando o
caso desde o primeiro momento e adotando todas as medidas possíveis para
defender os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras atingidos pelas
demissões.
Jurídico explica os caminhos adotados
A dra. Walkíria Daniela Ferrari, gerente do
Departamento Jurídico Coletivo do Sindicato, explicou que o momento exige
cautela e que os trabalhadores precisam ter clareza sobre a situação.
Ela ressaltou que não se trata de uma ação simples,
mas que o Sindicato está trabalhando para buscar a melhor solução possível e
garantir que todos recebam aquilo a que têm direito no menor prazo possível.
Entre as medidas judiciais adotadas pela entidade neste verdadeiro
“tabuleiro de xadrez jurídico”, em que no primeiro momento a empresa tentou postergar
o pagamento das verbas rescisórias e os Sindicatos provisoriamente conseguiram anular
ajuizando uma ação na Justiça do Trabalho contra as demissões. Essa primeira
medida realizada pela CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio),
e, já em seguida o SECS fez o pedido de mediação no TRT-2 (Tribunal Regional do
Trabalho 2ª região).
A ação não tem como objetivo principal fazer com que os
trabalhadores retornassem aos seus postos de trabalho, mas sim o de evitar
que os encargos trabalhistas dos demitidos sejam incluídas no conjunto de
dívidas da recuperação judicial da empresa.
Isso é importante porque, caso esses encargos sejam incluídos
na recuperação judicial, o pagamento aos trabalhadores poderá demorar muito
mais do que o previsto na CLT, que é de 10 dias corridos, contados a partir do
término do contrato de trabalho.
De acordo com dr. Marcello D’Aguiar, gerente do
Departamento Jurídico individual do SECSP, em um cenário de recuperação
judicial, a empresa poderia ter um prazo maior para quitar com os credores. Um
processo de recuperação judicial trata-se de um processo complexo e demorado,
que pode levar anos para ser concluído, dependendo das especificidades de cada
caso.
Durante a assembleia foi reforçado que a ação que impede as
demissões ainda é provisória e que a empresa vem adotando medidas para
tentar derrubar a decisão.
O Sindicato dos Comerciários de São Paulo esclarece também que
seguirá acompanhando o caso de perto, atuando nas frentes jurídica e
sindical e mantendo os trabalhadores informados sobre cada novo passo.
A entidade reafirma que os trabalhadores não estão sozinhos
e que continuará buscando todos os caminhos possíveis para garantir o pagamento
dos direitos devidos e reduzir, ao máximo, o tempo de espera para que essas
famílias recebam o que lhes pertence.
Em caso de dúvidas procurar o sindicato pelo email demitidoscasasbahia@comerciários.org.br ou pelos telefones do departamento jurídico que pode ser encontrado no site da instituição.
UGT - União Geral dos Trabalhadores