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ARTIGOS



Por um sindicalismo independente


19/07/2007

*Ricardo Patah

Nos últimos anos a representatividade das principais centrais sindicais brasileiras foi seriamente afetada por uma súbita mudança na sua forma de atuação. Distanciando-se dos interesses do movimento sindical, e abandonando o papel de articuladoras de um projeto nacional capaz de refletir as aspirações dos brasileiros enquanto trabalhadores e cidadãos, essas entidades voltarem-se para as atividades político partidárias. Passou a ser comum ouvir que o movimento sindical perdeu razão de existir por ter-se transformado em trampolim para a conquista de cargos políticos.

A criação de uma central capaz de garantir para o movimento sindical uma presença independente em todos os setores que afetam diretamente os trabalhadores brasileiros foi uma decorrência natural dessa situação. A UGT - União Geral dos Trabalhadores nasce da fusão de três centrais sindicais - Social Democracia Sindical (SDS), Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT) - e da adesão de uma série de sindicatos independentes, todos com um passado de expressivos serviços prestados aos trabalhadores, e tem como marca uma visão plural da sociedade brasileira.

O sindicalismo proposto pela UGT é um sindicalismo que insere o trabalhador no contexto da sociedade, para que ele participe da busca de soluções para os problemas que o afetam. Queremos romper com a atual inércia do movimento sindical, que não pode apenas lutar por salários e pela redução das horas trabalhadas, quando tudo o que envolve a nova ordem econômica e social do país e do mundo tem conseqüências diretas na vida do trabalhador.

A cada dia fica mais evidente que o sindicalismo moderno deve ter compromisso com a inclusão social, a qualificação e re-qualificação profissional, a promoção da igualdade de direitos e cidadania, o respeito à diversidade e a proteção às minorias, e com a adoção de políticas solidárias com aqueles que se encontram excluídos mercado de trabalho: os desempregados, os trabalhadores na informalidade e os que estão à margem do processo produtivo.

A UGT foi criada para unir a classe trabalhadora em torno dessas questões, e terá como sustentação política e institucional o compromisso assumido perante seus 8 milhões de representados de buscar com absoluta independência maior inserção no processo de tomada das grandes decisões nacionais.

*Ricardo Patah

é presidente da UGT - União Geral dos Trabalhadores

e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo




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