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ARTIGOS



Em busca da igualdade social


27/12/2007

Ricardo Patah (*)

O Brasil iniciou um processo mais acelerado e, talvez, mais sustentado de crescimento econômico, apesar da gestão conservadora da política econômica, impulsionado pelo aumento das exportações e dos programas de transferência de renda, pela política nacional de valorização do salário mínimo e pela expansão acelerada do crédito. Nos últimos três anos, por exemplo, o crescimento médio do PIB - Produto Interno Bruto nacional ficou em torno de 4,1%, contra apenas 2,4% registrado entre 2000 e 2003.

O PIB de janeiro a setembro de 2007, de acordo com dados do IBGE, apresentou um crescimento de 5,3%, em relação ao mesmo período de 2006. A maior contribuição para esse crescimento foi do setor industrial, 5,1%, que contabilizou aumentos expressivos em todos os seus segmentos.

Embora os serviços tenham apresentado desempenho um pouco abaixo da média da economia, 4,7%, o comércio foi um dos destaques do setor, com expansão de 7,3%. Já o comércio varejista está festejando o Natal de 2007 como o melhor dos últimos 10 anos. Segundo pesquisas, as vendas neste fim de ano cresceram 10%, quando comparado ao mesmo período de 2006.

Agora, infelizmente, todo esse expressivo crescimento da economia nacional não se traduz em melhor remuneração para os trabalhadores. Pelo contrário, em algumas datas festivas, como no Natal, nota-se apenas um aumento da já excessiva jornada de trabalho imposta aos trabalhadores brasileiros, especialmente aos ligados ao comércio, embora sejam eles os maiores responsáveis pelos expressivos resultados apresentados.

Mesmo com um importante instrumento de integração entre capital e trabalho e incentivo à produção, como a Lei 10.101, criada em 19 de dezembro de 2000, que prevê a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados das empresas, se não houver pressão por parte dos sindicatos brasileiros o País continuará a conviver com essa brutal desigualdade social.

É preciso lutar para que a classe trabalhadora tenha acesso aos excedentes obtidos pelas empresas. E a grande oportunidade para canalizar parte desse lucro é nas convenções coletivas que são realizadas anualmente por todas as categorias econômicas. Por isso, a UGT - União Geral dos Trabalhadores defende que os próximos acordos entre empregador e empregado somente sejam assinados após a inserção de uma cláusula que estipule a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados alcançados pela empresa. Esse será o posicionamento da UGT às entidades sindicais filiadas em todo o Brasil.

Essa luta não será diferente de tantas outras deflagradas pelo movimento sindical em busca de novas conquistas. Mas, em 2008, será o momento de os trabalhadores também colherem os frutos do bom desempenho da economia nacional.

(*) Ricardo Patah é presidente da UGT - União Geral dos Trabalhadores e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.




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